domingo, 5 de agosto de 2012

O FARTAR-SE E OS SINAIS - ANO 02 – Nº 511


O FARTAR-SE E OS SINAIS


Depois de um longo dia de peregrinações pelo deserto e de uma pregação consistente, a multidão esfomeada não tinha como se fartar. Os discípulos recorreram ao seu Mestre apresentando-lhes um pequeno farnel com pouca comida que havia sido doado por um rapaz. O Mestre orientou para que eles organizassem a multidão em pequenos grupos e distribuíssem o que tinham. Depois da ação de graças, todos passaram a comer e se fartaram.

Quando a multidão retornou para a sua cidade foi logo procurar o Mestre. Quando o acharam, ficaram perplexos pela forma misteriosa como ele desaparecera do deserto e lhe questionaram: “Mestre, quando chegaste aqui?”[1] Ao invés de receberem a resposta que desejavam, ouviram algo incômodo para os ouvidos: “Em verdade, em verdade vos digo: vós me procurais, não porque vistes sinais, mas porque comeste dos pães e vos fartastes.”.[2]

Parece que, em todos os tempos, o ser humano, a despeito do seu grau maior ou menor de desenvolvimento civilizatório, sempre focou mais o interesse do que a realização do humano existir. Chama mais a nossa atenção a satisfação dos nossos desejos do que a realização de uma sociedade justa e solidária.

Bom domingo!


[1] Jo 6.25.
[2] Jo 6.26.

2 comentários:

  1. Meu caro Garin,
    ainda hoje os 'seguimentos' são em sua maioria por interesses (=o que eu vou ganhar com isso!)
    O alerta do Messias, há 2 mil anos, é de vibrante atualidade.
    Um muito bom domingo,
    attico chassot

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    1. Amigo Chassot,
      obrigado pelo teu comentário.

      Um abraço,

      Garin

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