quinta-feira, 28 de julho de 2011


A MESA
Ando um tanto preocupado. Sobre minha mesa[1] estão se acumulando bilhetes[2], papeizinhos, avisos, lembretes e por ai vai. Quando consigo resolver dois ou três me dou conta que já tem uma nova montanha. O pior é que tem ‘coisas’ nesses bilhetinhos, que precisam esperar. Sabe como é, depende de um encaminhamento de outra pessoa ou de outro organismo sobre o qual não tenho domínio. Todos os dias dou uma revirada, leio, olho, troco de lugar, mas eles continua ali a me perturbar. Não sei se já passaste por uma situação semelhante: gavetas para arrumar, coisas para guardar, bugigangas para encaminhar, roupas para doar... De uma coisa eu tenho certeza: quem já passou sabe como a gente se sente, por um lado meio ‘amarrado’ e por outro ‘apavorado’.
Olhando hoje para os papeizinhos tive uma ideia. Às vezes eles são muito simbólicos da nossa situação de vida. Vamos guardando coisas que precisavam ser encaminhadas imediatamente. Vamos acumulando assuntos e situações como se fossem lembretes sobre a mesa. Outras vezes fico me perguntando por que será que a gente não encaminha de uma vez aquilo que é possível? Por que será que a gente vai juntando coisas que deviam ter uma dinâmica maior?
Sei que já toquei nesse assunto outras vezes, mas como essas situações costumam se repetir, sempre é bom voltar. Assim como há situações não encaminhadas que dependem de outras pessoas, há aquelas que dependem exclusivamente de nossa decisão. Se adiamos a decisão acabamos ‘empatando’ a situação de outras pessoas. Muitas situações não necessitam de grandes investimentos de tempo ou de preocupações: basta um pequeno telefonema, um e-mail, um SMS etc. Boa parte daquilo que se acumula sobre a nossa mesa, ou sobre a nossa cabeça, não vai adiante por causa da preguiça que toma conta da maioria. Tendemos à preguiça porque tendemos ao acomodamento.
Um desafio: revisa aí sua mesa... despacha o que está parado! Isso dá um alívio enorme na consciência.



DESTAQUE DO DIA
Nascimento de filósofos
Uma coincidência na data de 28 de julho: pelo menos três filósofos de renome nasceram nessa data:
    Ludwig Andreas Feuerbach[3] 1804 —1872 foi um filósofo alemão. “Feuerbach é reconhecido pela teologia humanista e pela influência que o seu pensamento exerce sobre Karl Marx. Abandona os estudos de Teologia para tornar-se aluno do filósofo Hegel, durante dois anos, em Berlim.”;

  



     Ernst Cassirer[4] 1874 — 1945 foi um filósofo judaico-alemão. Realizou estudos em direito, literatura e filosofia germânica nas universidades de Berlim, Universidade de Leipzig e Heidelberg.







      Karl Raimund Popper[5] 1902 —1994 foi um filósofo da ciência austríaco naturalizado britânico. É considerado por muitos como o filósofo mais influente do século XX a tematizar a ciência. Foi também um filósofo social e político de estatura considerável, um grande defensor da democracia liberal e um oponente implacável do totalitarismo.





Também se comemora hoje o “Dia do Diretor de Escola”.



[3] Ludwig Feuerbach (ilustração e texto). Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Ludwig_Feuerbach. acesso em 27 jul 2011.
[4] Ernest Cassirer (ilustração e texto). Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Ernst_Cassirer. acesso em 27 jul 2011.
[5] Karl Popper (ilustração e texto) disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Karl_Popper. acesso em 27 jul 2011.


2 comentários:

  1. Caro professor,

    Pois é, a acomodação é um processo social com a intençaõ de diminuir conflitos entre indivíduos ou grupos(significado). Eu diria que a acomodação também é uma forma de diminuir "nossos"conflitos, aqueles que muitas vezes precisam ficar lá, bem quietinhos, em algum cantinho da nossa consciência por algum tempo.Mas os "papeizinhos" não deixam aquietar... Pois bem,despachá-los é preciso e necessário, mas sempre haverá mais "papeizinhos"...Afinal a vida é dinâmica.

    Um abraço e boa sexta-feira,
    Zana

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  2. Cara Rosana,

    a gente até poderia dizer que esses papeizinhos são, às vezes, os "empurradores" da consciência. Têm aqueles que de tanto rolar sobre a mesa chegam a ficar amassados e descoloridos - símbolos da nossa resistência em encaminhá-los, certamente por motivos emocionais.

    Um grande abraço,

    Garin

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